QUEM ERA O SERVENTE DE PEDREIRO MORTO NO AGLOMERADO DA SERRA?


Um fato inúmeras versões - Autoria Desconhecida


Vejo como uma certa irresponsabilidade a forma que alguns órgãos da imprensa noticiam fatos como estes que ocorreram esta semana, na Serra. O Brasil passa por um momento crítico e de apreensão, onde no qual facções criminosas cometem rotineiramente atentados, que ouso-me chamá-los de atentados terroristas. Vitimam dezenas de pessoas por dia. Números que nos chamam muito a
 atenção, pois são superiores ao de países que estão, de fato, em guerra.

Acordei na terça-feira de manhã e como de costume, antes de ir para faculdade, tomei meu café e iniciei uma leitura de um jornal muito conhecido e vendido em nosso Estado. Tive a triste surpresa de ler a seguinte manchete: “Tiroteio, morte e tensão na Serra. SERVENTE é morto com um tiro na cabeça durante operação da PM em uma vila do Aglomerado Serra, em BH, e homens armados colocam fogo em um ônibus; até o fim da noite de ontem, a situação era de apreensão no local”.

Em todo fato há duas ou mais versões e apenas uma verdade. Acontece que alguns veículos de imprensa, que se preocupam apenas em vender seu produto, optam (por gerar mais lucro, é claro) por divulgar os acontecimentos como bem entendem e geralmente da forma mais trágica. Desta forma, em um ato falacioso e irresponsável fazem com que pessoas leigas e sem acesso a outras fontes de informações acreditem em uma mentira. Talvez estejam neste momento incitando veladamente inúmeras pessoas, que já tendem, a cometerem crimes como os que assolam outros estados vizinhos. Por isto, reafirmo que uma matéria tendenciosa como a que li é sim uma irresponsabilidade tremenda.

Vamos aos fatos verídicos do acontecimento. O servente de pedreiro vitimado, na verdade, tratava-se de um cidadão com inúmeras passagens pela polícia e que possuía nada mais nada menos que três mandados de prisão em aberto por envolvimento com o tráfico de drogas e extorsão. Pesava contra este servente ainda algumas acusações de ter ordenado o toque de recolher recentemente na comunidade onde mora, uma ameaça contra a própria mãe, Srª Zelita da Silva de 61 anos, que hoje, obviamente, chora por ter perdido um pedaço de si, entre outros crimes.

Não estou afirmando que pelo fato deste indivíduo estar envolvido com o crime ele deva ser friamente executado por algum bandido de gangue rival nem por um policial. Definitivamente não é isso! Sou contra qualquer tipo de violência, acontece que neste fato em questão, o que alguns órgãos de imprensa não noticiaram é que houve inúmeros chamados anônimos via 190, ao longo do dia, feito certamente por cidadãos de bem, cidadãos ordeiros que ali residem, dando conta de que no interior da vila havia cerca de cinco criminosos exibindo armas ostensivamente de forma que amedrontava os moradores daquele local e que já não aguentavam mais conviver com aquela situação.

A PM por sua vez, cumprindo sua árdua missão, estava incumbida de averiguar a veracidade dos fatos e tomar as providências cabíveis. O fato é que uma viatura esteve no local duas vezes e percebeu que os indivíduos realmente estavam armados naquela comunidade, entretanto, evadiram assim que notaram a presença do Braço Armado do Estado. 

O CICOp (Centro Integrado de Comunicações Operacionais) noticiou via rede rádio, pela terceira vez, que os criminosos haviam retornado ao local intimidando os moradores. Sendo assim, a guarnição do GEPAR (Grupo Especializado em Patrulhamento em Área de Risco) desembarcou próximo ao beco da denúncia e mais uma vez avistou cinco criminosos armados, sendo que dois deles ao perceberem a viatura, empreenderam fuga para o interior do beco em direção ao local onde dois PMs estavam. Ambos criminosos empunhavam suas armas de fogo direcionadas para frente. O sargento por sua vez, agindo em legítima defesa sua e de seu companheiro de farda (quiçá de alguns moradores que ali estavam e poderiam ser atingidos pelos criminosos), no estrito cumprimento do dever legal, efetuou um único disparo contra o criminoso vindo a atingi-lo na cabeça. Na sequência, o militar apreendeu a arma que o servente (que possuía três mandados de prisão em aberto) portava e solicitou apoio das demais viaturas para que pudesse ser realizado o socorro à vítima do disparo.

Ora, o que em nenhum momento pude ler ou ouvir da imprensa é que o militar envolvido neste episódio tem dezenove anos de profissão, sendo sete deles dedicado ao GEPAR, possui uma ficha profissional exemplar com inúmeras recompensas pelos bons serviços prestados ao longo de sua brilhante carreira.

Em nenhum momento falaram que este servente de pedreiro juntamente com seu irmão, Wagner da Silva, 25 anos, no dia 09 de abril deste ano havia ameaçado a própria mãe, a Srª Zelita da Silva, (que desesperada acionou a pm) que hoje chora pela perda do filho e equivocadamente insiste em afirmar que o filho não estava envolvido com o crime. Tendo inclusive, os criminosos, nesta ocasião, arrombado a casa da própria mãe. Informações oriundas de fontes ligadas à família dão conta que o motivo da ameaça era na verdade pelo fato da mulher ser contra os dois filhos instalarem um ponto de vendas de drogas em sua casa.

A imprensa não informou que na data de 15/11/2011, a PM apreendeu na casa deste servente de pedreiro 2700 (duas mil e setecentas) buchas de maconha, 313 (trezentos e treze) papelotes de cocaína entre outros materiais utilizados para o tráfico ilícito de drogas. Nesta ocasião o servente não fora preso, pois conseguiu evadir deixando apenas sua amásia, uma adolescente de 18 anos que foi conduzida para a Delegacia.

Também não fui informado pela imprensa que este mesmo servente de pedreiro, dois dias após esta apreensão, juntamente com seus comparsas, obrigou um cidadão de bem a se retirar do aglomerado, pois achava que ele o havia denunciado para a polícia o que resultou na grande apreensão de drogas dias atrás. Além disso, estes marginais (inclusive o servente de pedreiro) foram até a casa deste pai de família armado com pistola automática e revólver e o ameaçou de morte, na frente dos filhos e netos, caso não pagasse a dívida, fazendo inclusive, o trabalhador ir até a um banco próximo, na tentativa de pegar um empréstimo como forma de ressarcimento indevido aos criminosos.

Assim, pode-se concluir que é notório que o servente de pedreiro vitimado neste episódio estava sim, envolvido com o crime. 
Portanto, terminei de ler aquela matéria tendenciosa com alguns questionamentos:
• Por qual motivo a imprensa não procura saber e divulgar as outras versões dos fatos? E quando assim o faz, divulga totalmente desconexa?
• Por qual motivo a manchete do jornal não foi: Traficante foragido da justiça aponta arma para sargento da PM e este, em legítima defesa, atira e o acerta na cabeça.
• Por qual motivo dão tanta importância a discursos de pessoas que dizem que presenciaram os fatos que não são idôneas, por serem ligadas ao crime na região e pela extensa ficha criminal?
• Um sargento da PMMG com 19 anos de serviço, que viu toda aquela confusão, a repercussão negativa, os transtornos que outros militares da ROTAM estão tendo quando daquele primeiro episódio na Serra, seria tão asno de executar um indivíduo da forma que estão falando?
• Por qual motivo não falaram da ficha individual do militar envolvido no episódio?
• E como deve estar a família deste militar, que naquela data saiu para exercer honestamente seu ofício e até agora não retornou, pois se encontra recolhido no quartel por ter agido em legítima defesa própria e de outrem?
• Por qual motivo os cidadãos ordeiros daquela comunidade que ligaram o 190 informando sobre os fatos não ligaram (ainda que anonimamente) para a imprensa ou até mesmo para a polícia para falar sobre o fato? (Este questionamento é o menos relevante).
• Por qual motivo os familiares insistem em dizer que Helenílson não era criminoso?
• O que os moradores ordeiros daquela comunidade têm a dizer sobre o servente de pedreiro?

São inúmeros os questionamentos que faço e o que possui maior relevância é entender se a publicação desta matéria ou a forma como a imprensa está tratando o caso não possa gerar uma revolta na sociedade.
E digo mais, já estou pensando na fortuna que o militar envolvido diretamente no fato terá que gastar com advogados para provar sua incontestada inocência na Justiça.

Este sim é o meu país. Tenho fé, ainda que remotas, que um dia isto tudo vai mudar. Afinal, sou brasileiro e não desisto nunca!!!

Autor desconhecido.

2 comentários

Infelizmente a mídia é sensacionalista,o sensacionalismo é que gera lucro,entretanto gera grandes problemas influência a população alienada a ir contra a polícia que é a única vertente do estado a subir a favela.Venhamos e convenhamos o Brasil já tá jogado as traças a muito tempo,bobo são os policiais que caçam serviço,a população tem a segurança que merece.

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Eu concordo com o companheiro acima, a cada dia que passa as intituições policiais vem sendo esquecidas. Polícia parece que foi feia apenas para levar a culpa.

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